Na cadeira do Bert, a conversa não acontece só em texto. Existe um campo
redondo, e você põe nele uma figura para cada pessoa que pertence ao sistema
de que estamos falando — inclusive quem saiu, quem morreu, e quem
normalmente não é mencionado.
Cada figura tem um puxador que gira: é para onde ela olha. Quem está no
campo de visão de alguém está sendo visto; quem ficou atrás das costas,
não. A distância entre duas figuras é informação, e a direção do olhar
também.
Depois que está tudo posto, o Bert propõe um movimento por vez, e
a pergunta é sempre a mesma: o que mudou para você. Você experimenta ou
recusa — quem move é você.
A leitura geométrica do que está no campo — distância, quem olha para
quem, quem ficou excluído — é calculada em código, não pelo modelo.
Aritmética uma função faz melhor, e erra de um jeito que dá para auditar.